A escola ideal

Pensei até em colocar em arte fotográfica. Acho que tem tudo a ver com o tema. Mas como os foristas acessam mais o papo furado, acho que é melhor por aqui mesmo :smiley:

Olá Spiderman,

Obrigado por compartilhar. Excelente.

Muito do que é dito pelo Rubem sobre escola e professores, vale também para nós pais, enquanto educadores. Ensinar os pequenos a pensar é muito, muito legal.

Sei que não faz nem 1 hora que você postou mas o que me parece é que se fosse um tópico tipo: Nikon é melhor que Canon? ou ainda O PT não presta, já teríamos seguramente pelo menos uma dúzia de posts concordando ou discordando.

O professor é o ponto central de qualquer programa de transformação do ensino brasileiro.

Não nos esqueçamos entretanto que nós não estamos em sala de aula, mas também somos professores, cada um em sua área de trabalho, cada um com seus filhos em casa, cada um fazendo sua parte. Aqui neste fórum inclusive.

É isso mesmo, Diogenes. O cenário atual é esse. As pessoas estão mais preocupadas em adquirir informação do que pensar. Nesse sentido, se restringindo a fotografia (mesmo podendo ampliar a outras diversas áreas do conhecimento), o interesse por equipamentos é maior do que o interesse por algo que exija maior reflexão. Estamos acostumados a isso desde a escola. Não poderia ser diferente na fotografia, não é mesmo?
Em relação ao vídeo, acho que as pessoas estão acostumadas a achar que é o professor quem deve se preocupar com isso. Como se o ensino estivesse dissociado do aprendizado. Na verdade, estamos falando da mesma coisa. Se não sabemos aprender, provavelmente não sabemos ensinar. Voltando a fotografia, as pessoas não entram no fórum para aprender a pensar mas para adquirir informações, se divertir, dentre outras coisas. Isso acaba refletindo no resultado da fotografia, que na maioria dos casos, não é pensada, mas reproduzida.

“A capacidade de pensar não é memória.Os idiotas podem ter uma memória muito boa.”
Rubem Alves
Obrigado por compartilhar :worship:

Eu nunca gostei de ler, mas aprendi a ter prazer na leitura ao começar a ler para minha filha, exatamente como ele fala no vídeo.
É uma coisa que não tem explicação…ela adora ler e que leiam pra ela.
Sonhava com esse tipo de educação desde pequeno, mas ninguém me entedia, eu odeio provas e notas , sonhava que seria valorizado pelo que aprendi e não o que que decorei então não estudava em casa e fazia a prova baseado no que aprendi.As vezes me ferrava, mas aprendi muito com isso.
Hoje ensino minha filha a pensar e vejo que sigo o caminho certo.

Agora, falando em fotografia, saber pensar é fundamental, se não pensar e conhecer bem seu equipamento…será mais um no mercado.
Hoje eu entendo isso, pois ví várias aulas e lí varios livros e quase todos tratam do mesmo assunto…técnica disso …daquilo…mas pra que serve ?
Ter uma melhor nitidez ? Contraste ? Melhor foto ?

O que é a melhor foto? Já pensou nisso ? Viajei eu acho kkkkkkkkk :aua:

Excelente vídeo :clap:

Viajou não, pensou. :smiley:
A fotografia anda muito cheio de certezas e verdades. Isso é preocupante. Onde estão as perguntas nisso tudo?

Ele cita bastante McLuhen e John L…(?.. Preciso confirmar o nomemdo segundo)

“Conhecimento nao eh o que se momeriza, mas o que se sabe depois que esquceu do que estudou ou aprendeu”.

O sistema de ensino Finlandes nao existe provas para passar de ano ou avaliacoes cistematicas. Nao existe licao de casa, nao existe ficar repetindo exercicios ate conseguir responder eles sem errar. Mas mesmo assim ja foi por alguns anos consecutivos considerado o melhor sistema de ensinomdo mundo. Estudantes das mais variadas areas ficam em primeiro lugar nas avaliacoes de educacao global.

O que ele fala eh certo. O sistema de ensino brasileiro nao eh orientado e transmitir conhecimentos de fato, mas sim a preparar o estudante a passar no vestibular, que eh um exame de memoria e nao de conhecimento. E por isso o sistema de ensino Brasileiro em fortemente focado na repeticao insistentes de tarefas como forma de forcar a memorizacao delas. E infelizmente nem todo mundo aprende ou memoriza a longo prazo atravez da repeticao, a nao ser wue ja tenha um pre interesse pelo que esta estudando.

O aprendizado atravez de experiencias, experiencias em atividades, em narrativas e interatividade, ou ate mesmo com uma relacao mais proxima com o educador, eh um meio super efetivo de aprendizado. Entre outros metodos de aprendizado. Principalmente metodos que nao obriguem criancas a ficarem o dia todo sentado em uma cadeira olhando para o quadro, ouvindo o professor e anotando no caderno quando nao lendo apostilas, em uma faze da vida em que o corpo foi feitompara se movimentar, desenvolver habilidades fisicas e motoras, e o cerebro interessado em investigar o mundo em sua volta, ver as coisas acontecendo, poder tocar e sentir objetos e naturalmente aprender sobre o mundo em sua volta.

E principalmente metodos que nao criem panico e terror nos estudantes falando “se nao fizer assim naompassa no vestibular”.

Como McLuhen ja dizia ha decadas atras, as pessoas se focam muito no conteudo e esquecem do meio e midia. O meio e a midia moldam o conteudo e tem maior influencia na transmissao do conteudo em si e na forma que o conteudo sera percebido e entendido, do que o conteudo em si.

Nos nos achamos modernos com essa rapida mudanca de texnologias e transmissao de informacao de hoje em dia, mas ainda temos metodos e formas muito medievais em muitos aspectos de nossa vida. A educacao eh uma delas.

Muito lúcidas as opiniões dele.

Também acho que o vestibular acaba com qualquer alegria de aprender.

A Unicamp foi pioneira, e hoje o Enem segue caminho semelhante, mas mesmo assim, ainda temos muito o que melhorar.

O ideal seria uma prova que exigisse uma nota mínima, só para garantir que nenhum analfabeto entrasse na faculdade, e todos que alcançassem esse mínimo teriam vaga garantida.

Quem sabe meus netos vejam esse dia chegar…

RafaZ, eu também sonho com isto, mas acho difícil que ocorra.

O Brasil, em minha opinião, tem duas grandes razões que não me leva a acreditar que isto seja possível. A primeira é o tamanho continental de nosso país, com culturas muito distintas de norte a sul e a segunda é que até pela nossa colonização (não quero criar polêmica com isto, ok?), não interessa a nossos políticos que os brasileiros pensem. Não há como dissociar a educação da política. Se o cidadão pensa, ele vai exigir mais dos políticos, não vai se satisfazer com qualquer “besteira”, não vai trocar se voto por uma dentadura, etc e tal. Então, como são os políticos que poderiam induzir a alguma mudança, eles vão querer que tudo fique como está e se for possível piorar um pouquinho, eles até o farão. Melhorar? Pra quê? Eles pensam, mas não querem que seus eleitores pensem. Isto não será bom pra eles.

Bem, sou professor há 22 anos… primeiro de Biologia, hoje de Literatura :o…

Concordo integralmente do Ruben Alves, Ricardo Semler e cia. A educação, como se faz no Brasil e em 90% do mundo é uma grande porcaria. Em alguns lugares é um pouco melhor, mas em raríssimas exceções é pelo menos boa. Meus filhos mudaram de escola várias vezes até que descobri que não mudava quase nada. Vão fazer número e provas na escola e aprendem mesmo em casa e na vida.

Há 5 anos deixei de trabalhar com literatura medieval e renascentista pra me dedicar a questões de ensino de Literatura. Temos um projeto que atua nas escolas públicas de Belém e meu pós-doc no Canadá (pago pelo Governo/CAPES) será nessa área. Há muito que fazer.

Só não concordo que O GOVERNO não queira que as pessoas pensem… Pelo menos os últimos governos. PSDB e princialmente PT têm tentado mudanças nesse plano, incluindo aulas de Filosofia e Sociologia, mais questões ambientais e sociais, criação do ENEM com questões muito mais contextualizadas, ampliação do Ensino Superior, formação de professores (eu mesmo trabalho em dois programas de qualificação para professores da rede pública, PARFOR E PROFLETRAS) e daí por diante. Menos que o “governo” (entidade meio abstrata, porque são tanto níveis, regiões, etc…), as “elites” (entidade tão abstrata quanto) preferem uma educação que forme “mão de obra qualificada”, “tecnicamente eficiente” e não gente que pense. Basta ver a grita quando realmente se muda algo e tenta coisas diferentes como não retenção, gramáticas incluindo e discutindo a fala real da gente. Fala em tirar a tabela periódica, seno e cosseno, estilos de época, análise sintática dos conteúdos programáticos e contem os chiliques da Globo e dos “intelectuais”. Se tiverem tempo de ler, vejam que as diretrizes curriculares do governo federal são muito, mas muito mais avançadas do que a realidade das escolas - que seguem com decoreba e pouco mais.

Há pouco um colega voltou de um ano e meio no Canadá com um filho em época de pré-vestibular que detestou o ensino de lá, que era “muito fraco” pois não tinha a barbaridade de conteúdos que o daqui.

Há realmente que mudar tudo. Não será rápido nem fácil, mas há caminhos. Procurem pela Escola de Ponte, em Portugal, ou pelo Instituto Lumiar, no Pindorama. Vejam quantas experiências já há no Brasil: Quando Sinto Que já Sei · Catarse Video completo: https://www.youtube.com/watch?v=HX6P6P3x1Qg

Enfim, creio que há muitas barreiras a serem superadas - e os governos estão longe de serem as maiores. Abs!

Fernando, este assunto daria uma discussão pra lá de metro…rs

Não é esta minha intensão, até por estarmos num espaço que não é o melhor pra isto. Aqui queremos ver, falar e discutir fotografia e seus desdobramentos, não é verdade.

Mas apenas para não dizer que não falei das flores, em nenhum momento me referi a “Governo”, mas sim à “políticos”, assim com minúsculas mesmo.

Não defendo este ou aquele partido, especialmente quando falamos em educação. Em São Paulo, na minha opinião, a educação está abaixo da crítica, e sendo assim não tenho o que falar. Em termos de Brasil, está fraca, muito fraca mesmo.

A China estabeleceu há trinta anos uma meta. Ainda que ela não estivesse disposta a criar cabeças pensantes, ela pelo menos criou técnicos. Milhares de técnicos. Milhões de técnicos. Ela tem afinal 1 bilhão e 600 milhões de bocas pra alimentar, e achou que este era o melhor caminho. Parece que deu certo, não? Nunca antes na historia daquele país houve crescimentos tão grandes…

Mas enfim, continuo achando que assim como a segurança, a educação passa por uma enorme vontade política. E isto não se resume a estados. Tem que partir do governo federal, seja ele quem for, e isto é o que eu acho que não vai acontecer tão cedo.

E parabéns pra você, que é professor há 22 anos e continua critico. Isto é só para raros, como diria Sidarta, de Herman Hess.

Sou professor e me senti contemplado pela fala dele!

Deu certo? Para quem? Para as indústrias que vão explorar a situação do povo lá? O princípio chinês é mesmo este: que educar é formar mão de obra. Eu não quero isso para os meus filhos - logo, não quero isso para os filhos dos demais. Fazer ensino técnico pode e deve ser uma OPÇÃO digna e legítima - a qual, aliás, tem sido muito ampliada nos últimos anos por aqui - mas não o MODELO único de educação e jamais para o Ensino Fundamental. Tampouco gostaria de ser a China, não acho que deva ser modelo para nada. Mas isso, é claro, é uma percepção minha, tão carregada de ideologia quanto qualquer outra. Abs!

Talvez a Coreia do Sul seja um exemplo melhor que a China.

Fernando, deu certo pra quem ? Ora, deu certo pra China. Simples assim. Se eu ou você gostamos, não tem a menor importância. Se eu ou você achamos que está certo ou errado, não tem a menor importância. Deu certo sim. Deu certo pra caramba. Basta ver o que era a China há trinta anos e o que é a China hoje. E tem mais, pra saber isto de verdade, tem-se que ir até lá e perguntar pro chinês comum, o que ele acha. Não adianta ficarmos deduzindo pelo que lemos nos nossos jornais ou pelas notícias que os jornais de todo o mundo publicam. Até porque tem aquela velha máxima que diz que a única coisa que se tem certeza absoluta que lemos ao abrimos um jornal, é a data. O resto…

Á propósito, eu também não concordo com o método Chinês. Formaram técnicos, milhares e milhares de técnicos, mas não estiveram (e continuam não estando) preocupado em ensinar ninguém a pensar.

Assisti ao vídeo no sábado, e ontem até escrevi duas vezes aqui, mas preferi não enviar os comentários. É um assunto tão complexo, que o debate não terá fim.
Minha opinião de uma forma bem resumida: não existe uma fórmula correta, já que cada pessoa tem maneiras e capacidades diferentes de aprender. Se existisse um método ideal, já teria sido colocado em prática e a grande maioria dos estudantes seriam brilhantes.
Claro que na teoria, seria uma idéia excelente, mas colocar na prática que é o problema.

Outro: na China e Coréia do Sul, as familias de classe média e elite, mandam seus filhos para estudarem nos EUA ou Europa. Não é à toa que surgem empreendedores de sucesso cada vez mais jovens por ali. Pelo menos na Coréia, o governo começou a incentivar isso durante a década de 1990 e hoje colhe os frutos. Falar sobre a China é mais complicado, já que é uma população muito heterogênea (como o Brasil), com grandes diferenças culturais, sociais e econômicas de região para região.

Eu acho que o problema da educação no Brasil parte da falta de vontade do aluno e da falta de respeito deste para com o professor.

Sem entrar no mérito político, independente do governo, nunca foi dada tanta oportunidade de educação no país e não vem sendo aproveitada. A educação é oferecida, a capacitação dos professores é realizada, a estrutura das escolas é complementada (quando o diretor vai atrás, tem verba para isso), mas o nível do aluno de hoje não corresponde ao padrão de ensino. O aluno, salvo exceções, é muito fraco, sem vontade, preguiçoso, tem tudo ‘mastigado’ na internet.

Os professores daqui podem colaborar dizendo se o nível dos alunos tem melhorado ou piorado com o passar do tempo.

Deixo aqui uma sugestão de filme para visualizarmos o futuro da humanidade: “Idiocracia”. É uma comédia mas é um tema bem sério…

A falta de interesse e vontade do aluno nao seria um problema da falta de estimulacao do proprio sistema de ensino?

Principalmente criancas mais novas, elas tem o cerebro e ormonios que naturalmente estimulam a busca de descobertas e aprendizados. Se na escola elas nao apresentam tais sintomas de interesse, deve ser pq algo esta broxando tal estimulacao natural.

Lembrando tambem que muitos e muitos casos que chamam de falta de interesse e vontade, nao sao de fato falta de interesse e vontade mas sim dificuldade de aprendizado (atravez do sistema proposto ou por causa das condicoes paicologicas entre outras condicoes dos estudantes).

A maioria dos estudantes com dificuldades de aprendizado sao rotulados de desinteressados ou com ma vontade, da mesma forma que a grande maioria das pessoas wue sofrem de depressao, principalmente criancas e adultos da classe trabalhadora, sao tachadas de preguicosas, vagabundas, nao querem nada com a vida.

Lembrei disso pq em outra comunidade alguem perguntou pq pobre nao sofre de depressao. Mas estidos mostram que os pobres sao os que mais sofrem de depressao, mas sao os que menos entendem e assim rotulam como preguica, vagabundidagem, ou ate mesmo como “esta com o diabo no corpo”.

“Idiocracia” é mesmo espetacular!

Meu tostão…

Concordo com muito do que dizes, principalmente com a melhoria da capacitação e da estrutura das escolas (ainda que esteja longe de ser suficiente, mas está no caminho) mas há duas questões importantes:

  1. Professores: há muito pouco tempo começaram a ganhar um salário minimamente digno. Longe de ser bom, mas não é mais de passar fome, como há 20 anos acontecia. Acontece que muito do povo que está na profissão não a escolheu. É a raspa do tacho que queria ser médico, advogado, engenheiro mas só consegui passar numa licenciatura. É gente se vocação que, mesmo com qualificação e salários bem melhores só vai melhorar um pouco. Investir em salários e uma posição social digna para o professor, caminho que seguimos (devagar, mas seguimos) deverá atrair, em gerações futuras, gente mais vocacionada e qualificada. Isso é mudança para uma ou duas gerações; não adianta querermos para agora. Agora é arrumar como der e plantar para o futuro;

  2. Alunos: realmente são muito desatentos mas acho que isso é, principalmente, culpa da escola. Conteúdos e métodos do século XIX (e computador, quadro digital, oscaraio não é método, é ferramenta, que pode ser usado de forma tão retrógrada quando giz - e geralmente o é) para uma garotada do XXI, com acesso a todo o tipo de informação. Meus moleques acompanham a “maratona tubarão” do Nat Geo e chegam na escola com o professor passando uma página e meia de um livro didático chulé sobre tubarões; jogam um tal de Rome Total War, sabem mais de batalhas, armamentos, generais, cidades, povos, etc. que eu… chega o professor de história com a lista dos imperadores romanos e 2 ou 3 páginas de seus feitos. Não dá, né? Um saco! Eu, que sou velho, num aguento, imagina eles. Além de mal apresentado, o currículo é totalmente desvinculado da realidade. Tem que saber tabela periódica para quê? Barroco para quê? para fazer prova… só… Eu nunca tive grandes problemas com aluno… uma ou outra besteira quando era mais novo, nos últimos 10 anos, nunca, nem na Federal nem nas atividades com Ensino Médio nas escolas públicas, sobretudo desde que entendi que se pode ensinar qualquer coisa, mas há que conectar com os alunos, eles (e eu entes) têm que entender onde aquilo se conecta com suas vidas, a realidade. E olha que ensino Literatura Medieval e Renascentista, e tenho que mostrar que aquilo fala deles tanto quanto a novela ou o funk…
    Sei que antes prestávamos mais atenção na escola, e era o mesmo conteúdo besta… mas desconfio que éramos mais patetas que os moleques de hoje… desconfio…

Esse é o “X” da questão. Quando descobrirem um estímulo estará encaminhada a solução pro ensino. Sobre a dificuldade de aprendizado, certa vez eu li sobre uma pesquisa que apontava que o TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade) vem sendo superdiagnosticado, taxando crianças como hiperativas sem clinicamente o serem. Meio que tirando a culpa do comportamento da criança ser responsabilidade dos pais ou professores. E dá-lhes Ritalina. E melhoram o comportamento e o aprendizado. Sem necessidade.

Eu acho que toda tecnologia disponível, no campo da informática, demorou demais para ser incorporada ao ambiente de sala de aula. Desde a década de 90 se fala na informatização do ensino. Entrei e saí da escola sem viver essa realidade. Universidade idem.

Aquela página e meia sobre tubarão da apostila (usando seu exemplo) é muito pouco para ser mostrado diante do que o aluno tem no bolso. Basta sacar o celular que tem acesso à internet e acessar o que ele quiser saber sobre tubarão e dar uma aula para a apostila.

O caminho hoje não é mais apresentar o conhecimento, como sempre foi feito, pois não se tinha acesso a ele a não ser pelo maravilhoso livro didático; o que deve ser buscado é incentivar o aluno a usar as ferramentas que se dispõe para que busque o conhecimento. Acho que o Et Bilú estava mesmo certo. Nem vou falar nada do funk… :assobi:[nada contra] :assobi:

Faculdade fê engenharia vai ter que ter uns sete anos se os alunos chegarem sem conhecer tabela periódica.