Dúvida sobre fotometria

Pessoal, é o seguinte: acredito que todos tenham começado a fotografar usando o modo P, que é mais ou menos o “deixa comigo!” da câmera. Pois bem, nesse modo a câmera faz uma avaliação do que está na composição e define os parâmetros de exposição que serão utilizados (ISO, abertura e velocidade). O que andei pensando é o seguinte: se quando eu uso o modo M eu me baseio pela escala apresentada pela câmera a partir de seu fotômetro interno, então quando eu deixo essa escala em “0” a exposição não será exatamente a mesma do modo P? Uma abertura diferente influi na profundidade de campo, mas minha câmera por exemplo tem um “program shift” no modo P que me permite alterar a abertura com a máquina ajustando automaticamente a velocidade proporcional para manter a exposição… Claro que essa dúvida leva em consideração a utilização de mesmo ISO e mesmo modo de fotometria (spot, média central ou multizonas, desde que nos 2 casos utiize-se o mesmo).
E então?

Fábio,

O modo M permite que você ignore a leitura do fotômetro de sua câmera. Desta forma, uma cena mais complexa (com áreas de sombra e outras bastante iluminadas etc) pode ser exposta do jeito que você achar mais conveniente.

Se você usar o modo P com shift (ou qualquer outro modo com shift), a câmera vai regular a abertura/tempo de exposição mantendo constante o nível de exposição. Tudo bem que você pode usar o mecanismo de compensação de exposição, mas o modo manual, como o próprio nome já subentende, te dá muito mais liberdade.

Abraço.

Ok, Marcelo, concordo com você. No entanto, minha dúvida continua sendo a seguinte: se eu me basear pela escala apresentada quando no modo M e posicionar o ponteiro sobre “0”, então terei a mesma exposição do modo P, uma vez que essa escala é medida a partir do fotômetro da câmera?

Abraços,

Sim, Fábio. Se você aceitar a fotometria passivamente é a mesma coisa de usar a câmera em algum tipo de automatismo.

Dá no mesmo também “obedecer ao histograma”.

A fotometria é uma intenção. Você pode perseguir essa intenção inclusive no modo P, varrendo a área da foto até ficar com os tons que acha melhores e em seguida fixando aquela regulagem.

Na Fuji o modo P, por permitir escolher a relaçlão velocidade/abertura e por trabalhr com ISO setado é como usar o M em grande parte das vezes, principalmente se usa fotometria average.

Por isso eu uso sempre a fotometria spot, e regulo a câmera a partir da análise das luzes do quadro em modo M, para ter exatamente o que desejo.

Nas Fujis o modo P é quase M, e o modo A é quase P (comparando com uma Canon).

Ok, Marcelo, concordo com você. No entanto, minha dúvida continua sendo a seguinte: se eu me basear pela escala apresentada quando no modo M e posicionar o ponteiro sobre "0", então terei a mesma exposição do modo P, uma vez que essa escala é medida a partir do fotômetro da câmera?

Abraços,


Sim, independente de como vc estiver usando a camera (S, P, M, etc) a fotometria sempre vai querer transformar qualquer tonalidade em um cinza 18%.

Por isso que eu fotografo com spot meter em modo manual 99% das vezes pois sei exatamente de onde a camera está baseando sua fotometria e se devo compensar pra positivo ou negativo de acordo com a tonalidade.

Claro que em modo P vc pode compensar do mesmo jeito usando a compensação de exposição.

abs

Um dica, só: notei que nas Panasonic assuntos com mt diferença de luzes, p ex, um dia de sol em que apareçam arbustos (com sombra) somados a uma fotometria Average Weighted (acho que é assim que a Panasonic chama o sistema Matrix) dão quase 100% de fotos com luzes estouradas, sempre compenso negativamente as fotos em modo P com fotometria average (-0,3 a -0,6, em geral funciona bem). Por outro lado, Fábio, dá para fazer muito bem isso que o Ivan fala, usar o spot e varrer o quadro de modo a encontrar o melhor ponto de modo que a imagem fique equilibrada (ou não, depende da intenção do momento tbm). Penso que o melhor para usar average quando é qd a diferença de luz não for tão grande como indoors ou horários do dia em que a luz já está mais suave/difusa, e em grandes contrastes optar sempre por spot.

Na 20 D o “P” tbm é quase o “M” pois ele fotometra e vc pode mudar tanto a velocidade como a abertura a diferença é que no P vc n pode mudar pra que a foto fique mais ou menos exposta, já que uma vez que vc muda a velo por ex, ela vai compensar na abertura. pra que fique a mesma imagem mas apenas c profundidade diferente.

Guto:

É assim nas Fujis s5000, s5100 e s7000 também. Já tive uma 5000 e agora tenho a 7000, e é exatamente assim.

Em 100% das vezes uso fotometria spot e modo Manual. O resto não existe e se me dessem abatimanto aceitaria comprar uma câmera sem o resto -risos.

Paradoxalmente, fotometria média eu uso na Kiev, pois ela não tem foômetro pontual, só ambiental. Então sou obricado com ela a seguir a luz média escolhida, o que faço fotometrando a palma da mão e compensando ou fotometrando uma moita de capim.

Ivan, aproveitando a deixa, às vezes percebi em alguns comentários usuários falando que compensavam a fotometria através do comando Curves no PS, beleza, até aí eu tbm faço, mas falando diretamente em salvar 0,5 ponto, 1 ponto, 2 pontos, a pergunta é: tem como medir o EV no PS? Você sabe matematicamente quantos pontos está alterando na foto? Pergunta idiota talvez, mas fiquei curioso. E thanks pelo comentário no Olhares, vou começar a organizar os sites essa semana e ver se posto umas 10 ou 15 fotos até o final da semana.
[]'s.

Olha, Gustavo, eu não acredito que aquela divisão em quadrantes corresponda a pontos de fotometria não.

Não sei como fazer essa correlação. Se alguem souber, aceito de bom grado uma explicação.

Ivan

Obrigado a todos pelas respostas. Hoje basicamente o que tenho feito é fotometria spot em modo M, e como tenho procurado me aprimorar nesse item fundamental pra correta exposição fiquei com isso na cabeça e resolvi perguntar pra ver se meu raciocínio estava mesmo correto. O mais interessante é perceber que o modo P não é tão “execrável” assim… :wink:
Abraços,

Que isso Fábio hehehe eu aprendi a adorar um “P” Pq isso?
A sony P73 por ex: Ela só fotometra no Automatico e no P mas o P dela n te permite mudar nada a n ser ISO e alguns outros detalhes. O que eu sempre fazia era usar o P pra fotometrar e ai aparecia no visor os resultados e depois eu usava o Manual e regulava como eu queria. No mesmo ponto ou mais ou menos.

Guto:

É assim nas Fujis s5000, s5100 e s7000 também. Já tive uma 5000 e agora tenho a 7000, e é exatamente assim.

Em 100% das vezes uso fotometria spot e modo Manual. O resto não existe e se me dessem abatimanto aceitaria comprar uma câmera sem o resto -risos.

Paradoxalmente, fotometria média eu uso na Kiev, pois ela não tem foômetro pontual, só ambiental. Então sou obricado com ela a seguir a luz média escolhida, o que faço fotometrando a palma da mão e compensando ou fotometrando uma moita de capim.


Nossa… não entendi como usar fotometria spot em todas as fotos!!!

Quando você usa spot ela fotometra apenas um ponto ao centro do quadro ignorando o resto… e isso, se você ajustar a exposição, pode acontecer de estourar e subexpor outros pontos certo??

Então você utiliza o modo M e deixa a foto como deseja… então a fotometria não teria efeito algum… a não que fosse de média geral!!!

É isso mesmo… ou tem alguma outra utilização da fotometria spot em modo M?

Nossa... não entendi como usar fotometria spot em todas as fotos!!!!

Quando você usa spot ela fotometra apenas um ponto ao centro do quadro ignorando o resto… e isso, se você ajustar a exposição, pode acontecer de estourar e subexpor outros pontos certo??

Então você utiliza o modo M e deixa a foto como deseja… então a fotometria não teria efeito algum… a não que fosse de média geral!!!

É isso mesmo… ou tem alguma outra utilização da fotometria spot em modo M?


Arquejo, eu tbm uso spot em todas as fotos, funciona mais ou menos assim:

Toda camera baseia sua fotometragem em um cinza médio, independente de vc estar usando spot, matricial (média geral), etc. Isso quer dizer que a camera te dá uma leitura que se vc seguir aquilo à risca a tonalidade metrada sairá como cinza médio, mesmo ela sendo uma tonalidade branca ou preta. Se for realmente um cinza médio sairá tudo certo, mas se não for… vc terá que compensar de acordo. Por exemplo se vc metrar uma parede branca praquilo que a camera recomenda vc terá na verdade uma parede cinza.

Na metragem matricial a camera tira uma média das diferentes tonalidades em toda a cena e decide qual tonalidade tem mais importancia e te recomenda um valor pra essa tonalidade. Aí vc vai ter que “chutar” qual é essa tonalidade que a camera escolheu e compensar de acordo. O que eu acho uma baita complicação… o que foi feito pra simplificar acaba complicando. Por exemplo se vc fotografar de dentro de uma casa uma janela aberta durante o dia, vc nunca vai saber se a camera está metrando pro cenário lá fora ou pros detalhes dentro da casa…

Já no modo spot a metragem é feita somente na ponto central, e aí vc escolhe qual tonalidade na cena vc vai querer usar como base pra metragem, ao invés da camera escolher isso.

Eu normalmente miro o ponto central pra área mais clara da foto aonde eu queira manter detalhes e compenso de acordo. Como é uma área de tonalidade cinza claro ou branco, eu tenho que compensar positivamente. Isso vc só pega com prática, mas normalmente pra um branco puro 2 stops acima é o certo pra guardar detalhes, mais que isso essa área pode estourar. Uma vez que essa área foi metrada corretamente, o resto da foto vai sair corretamente metrado tbm.

Se no entanto meu objeto principal da foto é escuro, eu vou metrar diretamente nele e compensar negativamente. Novamente quanto compensar, só a prática te diz.

E eu posso tbm é claro procurar na cena uma tonalidade que seja cinza médio e metrar dela, sem usar nenhuma compensação.

A grande vantagem é que vc tem controle da exposição ao invés da camera, e vc determina como a tonalidade metrada vai sair.

Arquejo, a média geral em caso é você que faz, com a diferença que em spot ela funciona, ao contrário de muitas fotometria “matrix” ou “average” que prometem isso contudo em várias situações estouram as luzes ou deixam subexpostas as fotos. Dois exemplos de spot em que uso bastante: - em 1% das fotos, qd quero ignorar o resto da foto, um contraluz por exemplo em que não me importa o resto desde que o assunto principal esteja okey; - e nos 89% restantes, faço a fotometria das luzes altas, médias e baixas, e calculo eu mesmo a média de modo que as altas não estourem e as baixas não se subexponham, em geral notei que deixando as altas em 2 pontos das médias obtenho boas exposições.

PS: A explicação do Fly Angler ficou bem mais abrangente, mas como eu já estava escrevendo, fica a título de contribuição.

Galera…

É uma pena que voces não estiveram no Workshop… Léo deu uma aula show sobre calculos de EV. Voces iriam gostar.

Foi abordado muitos detalhes sobre fotometria… A galera aproveitou bastante os recursos da camera.

Galera que não teve no segundo e ainda tiver interesse, exponham isso, já que se houver necessidade, podemos planejar um 3º.

Abraço,
Fernando

Opa, eu tenho sim interesse no workshop do Leo. Eu já tinha expressado interesse, mas como fui viajar, acabou não dando pra eu participar. Mas gostei bastante do resultado que o pessoal postou, o que me animou mais ainda.

Eh complicado, Fernando.
Ir do Rio Grande do Sul a SP para o workshop, quem sabe se coincidindo alguma viagem uma hora dessas, certo que se fosse mais próximo eu faria, até mesmo pela interação com a galera.

Arquejo:

Eu ia responder, mas os colegas fizerem melhor do que eu faria. Só para acrescentar:

O crítico na foto digital são as altas luzes, não são? Elas não devem estourar. Por outro lado, também é crítico na foto digital o ruído, não é? Como há mais ruído nas baixas e médias luzes, você precisa levar a exposição ao máximo possível para evitá-lo.

Essas duas metas são contraditórias. A única maneira de conciliá-las é você medir a luz mais alta do quadro e compensar a exposição (eu faço isso através da velocidade). Como já testei qual a latitude da fotometria adotada para a mais alta luz sem estourar, eu meço a alta-luz e compenso exatamente essa distância.

Além disso, como já muito bem apontado aqui, certos contextos fotográficos, que na minha fotografia são bastante comuns, precisam de medição spot, pois há contraluz ou alguém com o fundo em outra iluminação.

Como bem dito, você escolhe o cinza referência. Vou dar um exemplo ilustrativo que aconteceu comigo usando a Kiev. Eu fui fotografar um contexto que eram árvores numa curva de estrada, Essas árvores faziam sombra na estrada em em parte do capim. No sol o capum era de um verde mais claro, e também aparecia na imagem. Como se sabe, o capim reflete a luz aproximadamente como o cinza médio, mas veja: que capim? o da sombra ou o do sol? Bem, mesmo usando um fotômetro tosco de reflexão ambiental como o da Kiev eu me aproximei do capim a ponto dele “envover” o fotômetro, isto é, a maioria da luz refletida vir dele. Fiz isso no sol e na sombra e depois pensei como eu quria a foto, isto é, qual a parte desenhada em baixas luzes. Aí ecolhi como referência o capim com sol e dei uma compensadinha no chute para o outro não ficar muito escuro.

Foi esta foto:

http://newton-i.usefilm.com/2/6/5/9/2659/680932-large.jpg

Iss, que me levou a deslocar-me até cada capim, eu poderia ter feito na s7000 com a fotometria spot, concorda? Bastava por a câmera em tele e apontar o centro da lente para um e para outro. A escolha do cinza referência é a operação fundamental da fotometria, e a fotometiria spot permite fazer isso muito deliberadamente além de permitir medir as partes da foto para saber como ficarão no resultado (grosso modo, em que zona, do sistema de zonas, ficarão), e, principalmente, vigiar as altas luzes.

É fundamentalmente diferente da exposição automática, embora, em alguns casos, possa coincidir com ela, mas você esolhe.

Usando cromo em filme, por exemplo, a spot é essencial, porque qualquer coisa estoura.

Me desculpem responder um tópico tão antigo mas a minha dúvida é exatamente no que é discutido aqui.

Eu não sei fotometrar. Só sei fotometrar “zerando”, ou seja, quando a máquina diz o que é certo e por isso me vem a dúvida: Como assim “mirar uma área” para fotometrar? Mirar aqui é no sentido de apontar a objetiva ou é alternar aqueles pontos quadrados que aparecem no visor?

Por favor, preciso de uma informação simples para entender de vez isso.