Filme deve acompanhar a foto?

O fotografo deve entregar também o filme ao entregar a foto (cópia) ao cliente?
A quem pertence a imagem (um retrato do cliente, por exemplo) capturada no filme: ao cliente ou fotógrafo?

A foto é do fotógrafo, e o negativo também pertence a ele. Entretanto, o fotógrafo não pode usar estas fotos para fins comerciais sem a autorização do fotografado.

Mesmo vendendo uma cópia para alguém, o fotógrafo continua sendo o dono desta.

Mesmo vendendo uma cópia para alguém, o fotógrafo continua sendo o dono desta.
Então as fotos do meu casamento são do fotógrafo que eu contratei?

Creio que eu não seria a pessoa mais indicada pra responder isso…
Mas enquanto não aparece alguém, vou expor o que já li em revistas/internet sobre o assunto.

O fotógrafo é o “dono” da foto, pois tem os diretos autorais sobre ela.
Se ele vende uma cópia pra você; continua sendo o dono dos direitos autorais. Se você quer um cópia, ampliação… tem que ver com ele, se fizer por outros meio, seria uma pirataria.

Mas em contrapartida, se você foi fotografado, tem o direito da imagem.
Assim sendo, o fotógrafo é o “dono” da foto… mas não pode usá-la se você não autorizar.

Quanto aos negativos… creio que seria do que se combinar quando se fecha o contrato com o fotógrafo. Mas eu trabalho com fotografia social, e vendia as fotos… nunca forneci os negativos (ou a imagem em alta resolução) ao cliente.
Todos os fotógrafos da área que conheço (pelo menos da minha região) trabalham da mesma forma.

Abraços…

Você pode ceder os negativos ou os direitos da imagem, o que elevaria astronomicamente o preço. Assim como, poder utilizar as imagens do casamento do cliente comercialmente de outra maneira (estando contratado isso, lógico), abaixaria muito os preços das suas fotos, posto que o cliente vai servir de modelo para algo que voce poderá lucrar em cima a posteriori.

Olá!
Td jóia?
Bem, eu já entendo que “a propriedade” realmente é do fotógrafo.
Esta “propriedade” que digo, seria o filme (película) ou o arquivo (digital).
Já a posse (a foto em si) ou mesmo um arquivo digital de tamanho reduzido (que seja em VGA por exemplo ou com logo), seja de todos, ou mais propriamente do cliente.
Porém, cabe ao proprietário (o fotógrafo) e as condições do trabalho/contrato, da disposição de entrega do material.
E salientando que o uso indevido gera ou é passível de indenização.

Abraços,

Renato

Muito legal o assunto. Já havia conversado com um amigo sobre isso…

Mas uma dúvida: O Fotógrafo precisa da autorização do fotografado para lucrar, certo? Então se o fotografado quiser lucrar com a própria foto (no caso já em posse dele) precisa também da autorização do fotógrafo?

Ou seja, se for questão de lucro precisa haver um concenso entre ambas partes?

Abraços!

Hunm… interessante sua pergunta Guga!

Eu já acho que como a pessoa tem a foto em mãos, ela pode usar e lucrar da maneira que achar conveniente, pois ela pagou para isto, seja muito ou pouco.
(no caso de não haver instituído um contrato que disponha de maneira diversa).
Asism, o fotógrafo tem que ter noção do que ele está fazendo. Sempre deve estimar um preço justo e “talvez” imaginar que tal foto pode ser usada para outro fim, e se for o caso, cobrar a mais.

Diferente do caso em que o fotógrafo tem a propriedade (até onde sei, o fotógrafo pode tirar foto que quiser, quando quiser, da maneira que quiser em lugares públicos - EU DISSE TIRAR A FOTO! E NÃO USÁ-LA, PUBLICÁ-LA E GANHAR, LUCRAR).
Pois os direitos de uso e goso são “de posse” de faz parte da imagem/da pessoa a quem é detentora.

Assim, é sempre bom que exista uma conversa entre as partes hahah

Todo o caso, eu também não vejo nenhuma restrição de um sujeito contratar um fotógrafo para o casamento dele, acertar um preço para isto e no dia seguinte o sujeito publicar uma foto em uma revista (e a revista pagar uma grana alta) e a pessoa deixar o fotógrafo “na mão”. Pois o fotografo já ganhou para tirar as fotos. A publicação da foto na revista (por mais que seja uma foto bonita, estilosa, etc… ) já foi devidamente paga. A revista neste caso, está “pagando” pela “imagem” da pessoa e não pelo trabalh propriamente do fotógrafo.
Porém, se for colocar os créditos, TEM QUE COLOCAR O NOME DO FOTÓGRAFO QUE REALMENTE TIROU A FOTO. NÃO PODE COLOCAR OUTRO NOME! Aí sim dá problema e um bom processo, pois o verdadeiro fotógrafo terá a “proprieade”, seja o filme ou o arquivo original que gerou a foto publicada.

Abraços,

Renato

Hunm... interessante sua pergunta Guga!

Eu já acho que como a pessoa tem a foto em mãos, ela pode usar e lucrar da maneira que achar conveniente, pois ela pagou para isto, seja muito ou pouco.
(no caso de não haver instituído um contrato que disponha de maneira diversa).
Asism, o fotógrafo tem que ter noção do que ele está fazendo. Sempre deve estimar um preço justo e “talvez” imaginar que tal foto pode ser usada para outro fim, e se for o caso, cobrar a mais.

Diferente do caso em que o fotógrafo tem a propriedade (até onde sei, o fotógrafo pode tirar foto que quiser, quando quiser, da maneira que quiser em lugares públicos - EU DISSE TIRAR A FOTO! E NÃO USÁ-LA, PUBLICÁ-LA E GANHAR, LUCRAR).
Pois os direitos de uso e goso são “de posse” de faz parte da imagem/da pessoa a quem é detentora.

Assim, é sempre bom que exista uma conversa entre as partes hahah

Todo o caso, eu também não vejo nenhuma restrição de um sujeito contratar um fotógrafo para o casamento dele, acertar um preço para isto e no dia seguinte o sujeito publicar uma foto em uma revista (e a revista pagar uma grana alta) e a pessoa deixar o fotógrafo “na mão”. Pois o fotografo já ganhou para tirar as fotos. A publicação da foto na revista (por mais que seja uma foto bonita, estilosa, etc… ) já foi devidamente paga. A revista neste caso, está “pagando” pela “imagem” da pessoa e não pelo trabalh propriamente do fotógrafo.
Porém, se for colocar os créditos, TEM QUE COLOCAR O NOME DO FOTÓGRAFO QUE REALMENTE TIROU A FOTO. NÃO PODE COLOCAR OUTRO NOME! Aí sim dá problema e um bom processo, pois o verdadeiro fotógrafo terá a “proprieade”, seja o filme ou o arquivo original que gerou a foto publicada.

Abraços,

Renato


Não… isso é um equívoco. A pessoa pagou pelas CÓPIAS. Ela não tem absolutamente nenhum direito sobre a a foto como uma propriedade intelectual do fotógrafo.
Ela não pode lucrar com a própria foto sem autorização do fotógrafo que é o proprietario da foto.

Contratei o fotógrafo para o meu casamento. Preço fechado para X fotos em um album. Quando fui pegar o album pedi também os negativos. Ele disse que os negativos não estavam negociados. Dessa forma, é lógico, ele cobraria por qualquer cópia extra para a sogra, para a mãe, pra tia e blá blá blá…Ele acabou me oferecendo um acordo… que no fundo foi mais ou menos o seguinte: eu compraria dele as cópias extras e ele me daria os negativos após um ano. Um ano se passou e eu peguei os negativos.
Conversa com o cara, vê quanto tempo ele pretende armazenar os seus negativos…sei lá, compra algumas cópias extras. Depois ele acaba liberando.

Nesse site tem muito coisa interessante sobre esse assunto
http://www.abrafoto.com.br/

[]s

Tenho uma quantidade razoável de negativos de antigos, a maioria de clientes que não sei mais nem onde vivem ou moram. Trabalhos de cinco, seis anos atrás que dão uma trabalheira (e custo) enorme para conserva-los.

Por isso, faço uma pergunta: pela tradição eu sou o fiel depositário de um trabalho que fiz, fui pago e recebi, para uma terceira pessoa. Então, e se por acaso se detiorarem ou (Deusme livre) houver um incêncio ou uma inundação?

E outra? E se não tiver acontecido nada disto e eu resolver destruir todos?

É isso aí!

Já pensou em comprar um scanner de filme?
Ou digitalizar tudo?
Dá para guardar em um HD (que se for analisar é um pequeno espaço e não tem poeira e pouco perigo de perda, mas na pior da hipóteses, grave também em DVD’s ou em outro HD)

Abraços,

Renato

Casei há pouco tempo e o fotoógrafo me cedeu todas as fotos em alta resolução sem eu pedir, na verdade eu achava que os arquivos ficariam com ele.

Quanto ao cliente lucrar eu acho que não há o menor problema em ele vender a cópia que ele comprou, o que ele não pode é reproduzir.

O fotógrafo vende as impressões da foto, não o filme. A menos que isto esteja especificado em contrato, não se entrega filme.
U,a história que li num tópico semelhante em outro fórum foi aquela em que o fotógrafo foi condenado a entregar os negativos a um cliente de casamento. Entregou todo perfurado.

Tenho uma quantidade razoável de negativos de antigos, a maioria de clientes que não sei mais nem onde vivem ou moram. Trabalhos de cinco, seis anos atrás que dão uma trabalheira (e custo) enorme para conserva-los.

Por isso, faço uma pergunta: pela tradição eu sou o fiel depositário de um trabalho que fiz, fui pago e recebi, para uma terceira pessoa. Então, e se por acaso se detiorarem ou (Deusme livre) houver um incêncio ou uma inundação?

E outra? E se não tiver acontecido nada disto e eu resolver destruir todos?

É isso aí!

Já pensou em comprar um scanner de filme?
Ou digitalizar tudo?
Dá para guardar em um HD (que se for analisar é um pequeno espaço e não tem poeira e pouco perigo de perda, mas na pior da hipóteses, grave também em DVD’s ou em outro HD)

Abraços,

Renato


Bem, Renato, seria uma solução sim, mas, o que eu questiono é o gráu e nível de responsabilidade em ter que guarda-los.

E aonde vamos parar investindo em arquivos mortos e muitas das vezes desprezados pelos clientes?

Como eu disse antes, acho que esta prática se baseia em uma tradição ou regra nunca escrita, talvez do tempo em que fotografia e fotografos não eram como hoje tão divulgada e tantos praticantes.

Mas, permanece a questão: e se um incêndio, ladrão, o seja lá o quefor destruri todos os negativos de terceiros que estiverem em meu arquivo.

Como é que a coisa vai ficar?

Desta discussão de agora estou tirando uma conclusão que não sei se será a melhor, mas, parece a mais prática: incluir no preço (sefor o caso) uma taxa de ganhos futuros e entregar tudo ao cliente.


Eu sempre faço assim:

Fotografo com filme e com digital o mesmo evento, geralmente eu com o filme e minha assistente-namorada com a digital.

No outro dia mando digitalizar os negativos num minilab e acrescento tudo num cd ou dvd, além do hd, é claro. Os negativos vão para uma caixinha de madeira, no armário.

Depois de escolher, formatar, revelar, encadernar e entregar, apago do hd e fico só com o cd ou dvd.

Sempre aviso ao cliente que existe riscos, embora remotos de perder os originais. Aviso que hoje em dia as mídias são mais voláteis, etc. Peço a ele que tenha certeza de que não quer mais nenhuma cópia.

Muitos clientes já tentaram me passar a perna, pedindo um cd com as fotos, até mesmo antes de solicitar as ampliações.

Depois que entrego o álbum, pego as fotos que nele entraram e corto 800x600px, coloco meu nome tipo marca d’água e entrego ao cliente num cd.

Nunca tive problema com cliente solicitando negativo, graças a Deus.

Já disse aqui que faço fotografias de jóias, quadros, objetos de arte, etc.

É comum meus clientes solicitarem os respectivos negativos e positivos e pagam por isto.

Sempre lembro dos riscos de guardar negativos de forma inadequada e salvaguardo a minha responsabilidade.

Nas minhas cotações para as quais solicito " De Acordo" do cliente estas coisas ficam sempre bem claras.

Hoje, com o recurso do escaner, peço e alguns permitem que eu mantenha gravado cópias digitlizadas de algumas fotos.

Em tempo: dependendo do cliente tento acrescer de 25 à 35% o orçamento se tiver que entregar os negativos.

Contratei o fotógrafo para o meu casamento. Preço fechado para X fotos em um album. Quando fui pegar o album pedi também os negativos. Ele disse que os negativos não estavam negociados. Dessa forma, é lógico, ele cobraria por qualquer cópia extra para a sogra, para a mãe, pra tia e blá blá blá....Ele acabou me oferecendo um acordo... que no fundo foi mais ou menos o seguinte: eu compraria dele as cópias extras e ele me daria os negativos após um ano. Um ano se passou e eu peguei os negativos. Conversa com o cara, vê quanto tempo ele pretende armazenar os seus negativos...sei lá, compra algumas cópias extras. Depois ele acaba liberando.
O exemplo do Ricardo mostra que é sempre bom estabelecer antes de começar o trabalho quais são as bases do mesmo.

Tenho curiosidade em saber como funciona, agora, com trabalhos feitos com digitais.

Fico pensando no tamanho e quantidade dos hd,s, cd ou dvd’s que um estúdio terá que manter depois de algum tempo.

E, esta é minha opinião pessoal, como terá surgido esta história de conservar os negativos para garantir novas vendas?

Deve ter sido nos primórdios da fotografia comercial, não?

Tenho uma quantidade razoável de negativos de antigos, a maioria de clientes que não sei mais nem onde vivem ou moram. Trabalhos de cinco, seis anos atrás que dão uma trabalheira (e custo) enorme para conserva-los.

Por isso, faço uma pergunta: pela tradição eu sou o fiel depositário de um trabalho que fiz, fui pago e recebi, para uma terceira pessoa. Então, e se por acaso se detiorarem ou (Deusme livre) houver um incêncio ou uma inundação?

E outra? E se não tiver acontecido nada disto e eu resolver destruir todos?

É isso aí!

Tenho uma quantidade razoável de negativos de antigos, a maioria de clientes que não sei mais nem onde vivem ou moram. Trabalhos de cinco, seis anos atrás que dão uma trabalheira (e custo) enorme para conserva-los.

Por isso, faço uma pergunta: pela tradição eu sou o fiel depositário de um trabalho que fiz, fui pago e recebi, para uma terceira pessoa. Então, e se por acaso se detiorarem ou (Deusme livre) houver um incêncio ou uma inundação?

E outra? E se não tiver acontecido nada disto e eu resolver destruir todos?

É isso aí!

Já pensou em comprar um scanner de filme?
Ou digitalizar tudo?
Dá para guardar em um HD (que se for analisar é um pequeno espaço e não tem poeira e pouco perigo de perda, mas na pior da hipóteses, grave também em DVD’s ou em outro HD)

Abraços,

Renato


Bem, Renato, seria uma solução sim, mas, o que eu questiono é o gráu e nível de responsabilidade em ter que guarda-los.

E aonde vamos parar investindo em arquivos mortos e muitas das vezes desprezados pelos clientes?

Como eu disse antes, acho que esta prática se baseia em uma tradição ou regra nunca escrita, talvez do tempo em que fotografia e fotografos não eram como hoje tão divulgada e tantos praticantes.

Mas, permanece a questão: e se um incêndio, ladrão, o seja lá o quefor destruri todos os negativos de terceiros que estiverem em meu arquivo.

Como é que a coisa vai ficar?

Desta discussão de agora estou tirando uma conclusão que não sei se será a melhor, mas, parece a mais prática: incluir no preço (sefor o caso) uma taxa de ganhos futuros e entregar tudo ao cliente.

pego as fotos que nele entraram e corto 800x600px, coloco meu nome tipo marca d’água e entrego ao cliente num cd.

O Fábio mostrou uma forma bastante válida de resolver o assunto (não acho que seja um problema).