Leica S-System SLR e Leica S2

A Leica anunciou o lançamento de seu sistema S para outubro.
A Leica S2 terá 37MP, com um sensor de 3 x 4,5 cm. Apesar de maior do que os sensores tradicionais do formato 135, este sensor ainda é um pouco menor do que os médio formato tradicionais. Com isto o sistema permite o uso de altas resoluções sem um custo significativo de tamanho.

O problema ai é o precinho dos itens do sistema:
Leica S2 Black £15,996
Leica S2-P Black * £19,092
SUMMARIT-S 1:2.5/70 ASPH £3,096
SUMMARIT-S 1:2.5/70 ASPH CS £4,025
APO-TELE-ELMAR-S 1:3.5/180 £4,541
APO-TELE-ELMAR-S 1:3.5/180 CS £5,160
APO-MACRO-SUMMARIT-S 1:2.5/120 £4,541
APO-MACRO-SUMMARIT-S 1:2.5/120 CS £5,160
SUMMARIT-S 1:2.5/35 ASPH £3,612
SUMMARIT-S 1:2.5/35 ASPH CS £4,231
Multifunction handgrip S £851
Professional battery charger S £258

Para maiores informações visitem: http://en.leica-camera.com/photography/s_system/

Parece genial — mas o momento econômico pode ser trágico.

Rs… Por ai mesmo rs.

Meu Deus… Será que ela vale mesmo 4x uma 1Ds Mark3?
Bom, estamos falando de Leicas né, é que nem perguntar se uma Ferrari vale 4x um Jaguar…

Concordo…por esses preços, acho q vai ser mico

Em se tratando de produtos de nicho, não necessariamente. Claro que existe um grande risco associado, mas há sempre aqueles ricos que compram M8.2 e tudo quanto é lente, e para quem isso é troco de pinga; e aqueles fotógrafos extremamente bem pagos para quem esse tipo de equipamento nem será o maior custo.

Resta saber se essas duas categorias juntas serão suficiente para fazer girar os estoques…

O problema é q o preço não é equiparado com 135 e sim com MF… Nesse ponto, é a maior novidade dos últimos tempos. Pode sim abocanhar o mercado dos backs…

Confirmação: vide valores envolvidos na falência da sra. Anne-Lou ‘Annie’ Leibovitz… coisas entre quinze e vinte e quatro milhões de dólares estadunidenses.

:o

O fato é q muitas pessoas (do brasil) q mal tiram 5 paus por mes em jobs, compram câmeras/lentes e etc de 7, 10 mil como investimento mínimo. Um bom sistema como esse da Leica é proporcional ao ganho dos q o utilizam. E outra, laiquero é laiquero e não se fala mais nisso rsrsrsrs!

bom, Leica vai continuar como Leica, so para poucos, nao mudou nada, com o filme tbm era assim, poucos afortunados usavam e na digital tbm será assim.
agora o preços de quase 20.000 euros ficou mais salgado do que um Medio formato digital, ai acho esculhambaçao, mas a Leica pode se dar o luxo…
eu iria de Mamiya digital de 33 mp, e ainda sai mais barato.

Na verdade, houve época em que — dizem — Contax era mais caro. E creio que Arca também. Já ouvi dizendo que o Cartier-Bresson usava Leica porque, quando ele começou, era o que podia pagar…

agora o preços de quase 20.000 euros ficou mais salgado do que um Medio formato digital, ai acho esculhambaçao, mas a Leica pode se dar o luxo... eu iria de Mamiya digital de 33 mp, e ainda sai mais barato.

Tem outros fatores, como portabilidade e conveniência. Para quem pode e não precisa da flexibilidade da Mamiya, a Leica é bem mais veloz e conveniente.

pode ser mestre, mas esse preço é meio fora da realidade da maioria dos fotografos, eu mesmo nao compraria uma dessas, alem do preço acho que eu nem teria o que fotografar com ela…huahauhauhauhauah
a quantidade de MP nao me impressiona, so queria ver se isso tudo é tbm qualidade de imagem e nao só tamanho.

ela parece ser bem grandalhona né? deve pesar mais de 1k…

Bresson usava Leica pelo tamanho e não pelo preço. A Leica tinha as menores câmeras de qualidade na época, para o conceito de momento decisivo que ele adotava uma Arca ou Contax eram verdadeiros trambolhos, inviáveis para o fotojornalismo ao qual ele se propunha fazer.

Então, o Ken Rockwell diz uma coisa e não fundamenta; você diz outra e não fundamenta; fico sem referências para decidir quem parece ter mais razão.

Primeiro é preciso entender como o Cartier Bresson evoluiu na fotografia. Ele era filho de família abastada (isso mesmo já não faz sentido dizer que ele comprou o que tinha dinheiro para comprar, uma vez que ele era membro de uma abastada família do setor industrial textil francês). Em decorrência de sua condição financeira ele começou ainda criança a fotografar, sua primeira câmera foi uma Box Brownie e não uma Leica (como muitos pregam), com a qual produziu vários instantâneos ainda jovem. Ele era um viajante e esteve na áfrica durante um tempo, como caçador (isso mesmo, ele era praticamente um playboy, ou seja, DINHEIRO NÃO ERA O PROBLEMA).
Mas foi em 1932 que a paixão pela fotografia foi despertada, quando ele teve contato com o trabalho de um fotógrafo chamado Martin Munkacsi. O entusiamos do Bresson foi exatamente pelo tratamento que Munkacsi dava a um momento de uma das fotos que ele teve contato. Com base nesta foto ele se entusiasmou a produzir fotos inspiradas neste trabalho.
Ai começa o segundo questionamento óbvio (já que dinheiro não era problema para uma família como a de Bresson). Não dá para fazer este tipo de fotojornalismo de momento ao qual o Bresson se propunha, com uma câmera do tamanho de uma caixa de sapato e portanto é impossível trabalhar com momento decisivo usando uma Arca (isso já tira o sentido de qualquer afirmação acerca da Arca). Sobrava na época as câmeras de túnel de vidro e as Range finders de formato 135, que eram compatíveis com este tipo de trabalho. (pois as SLR ainda não existiam). Cartier teve contato prévio com o formato 135 e tinha gostado do mesmo para os objetivos que tinha como fotógrafo. Quando consolidamos estas informações fica claro que dentre as opções da época as Rangefinders eram disparadas as melhores.
Alguns fatos adicionais são que a primeira contax (Contax I) foi apresentada ao mundo em 1932. Nesta época a Leica já era uma marca tradicional, sua Leica I (de 1925) já era tida como referência em formato 135 nesta época. Bresson comprou sua Leica I em 1932, antes das Contax e da Leica II chegarem ao mercado, portanto não faz sentido dizer que ele preferiu uma Leica a uma Contax (seja pelo motivo que for), pois a Contax I ainda não estava disponível quando ele comprou sua Leica I e naquele momento em que ele a adquiriu ela era a melhor e mais conceituada Rangefinder 135 do mercado.

Quanto às minhas fontes são, como sempre, as mais confiáveis possíveis dentro dos limites de acesso disponíveis, a Fundação Henri Cartier Bresson, o esboço de sua biografia, sua biografia na agência magnum e a Leica Historical Society of America. Me desculpe o Ken, mas afirmar que Bresson comprou uma Leica por falta de $$$ já começa mal pela própria justificativa finenceira. Para mim ele não é referência para absolutamente nada, é um dos caras que mais propagam erros na área de fotografia e dos que criam mais falsos históricos. :frowning:

Pode ser, e o que dizes agora faz sentido, mas ainda fiquei com a pulga atrás da orelha. De fato a Contax I já começou como um sistema, e os anos são compatíveis com a estória do Ken.

A propósito a biografia dele é ótima. Antes de virar prisioneiro ele enterrou a Leica! E depois que saiu da prisão foi lá e desenterrou e continuou usando! Quando li essa parte eu tive que reler! :hysterical:

Acho que a Leica está tentando sobreviver com esse lançamento. A grande habilidade em ótica deixou de ser exclusividade alemã depois dos computadores em linha de produção, tendo o dinheiro necessário é relativamente fácil fabricar uma Leica. Mas e a tradição? O que se busca em marcas mais caras costuma ser o diferencial subjetivo, ou seja o apelo da tradição, design, etc. No caso deste lançamento acho que é, meio, uma justificativa para se ter uma Leica. E cá entre nós, não achei ela bonita não.

[ ]s

Formel

Isso é verdade de todo mundo que não é muito grande (Cannikon, Sony) ou muito conservador (Olympus) — até a Panasonic, embora não precise lutar pela sobrevivência, está em crise. E sempre deve‐se lembrar que o mundo dos negócios é regido pela seleção ‘natural’ do mercado — a sobrevivência dos mais fortes. Já dançaram a Rollei, a Yashica (levando a Contax), a Minolta, não lembro que outra médio‐formato…

A grande habilidade em ótica deixou de ser exclusividade alemã depois dos computadores em linha de produção, tendo o dinheiro necessário é relativamente fácil fabricar uma Leica.

Sim, o problema é que os volumes da óptica de alto nível continuam muito baixos. As Zuiko topo‐de‐linha, por exemplo, continuam sendo feitas à mão, assim como as Leica. Isso provavelmente é verdade também das Zeiß, Canon L, Panasonic‐Leica…

Mas e a tradição? O que se busca em marcas mais caras costuma ser o diferencial subjetivo, ou seja o apelo da tradição, design, etc. No caso deste lançamento acho que é, meio, uma justificativa para se ter uma Leica. E cá entre nós, não achei ela bonita não.

Lembra‐te de que projeto é muito mais que beleza — no caso da Leica, sempre foi usabilidade também, um motivo aliás para decepção com a M8 que força a retirar a base da câmera para trocar o cartão de memória, como filme fosse. E comparando a S2 com as outras médio‐formato, não só é muito mais bonita como muito mais prática, leve e barata, com um custo em flexibilidade.

nao sei, mas posso estar falando besteira, mas a Oly E Canon(só ta sem grandes lançamentos) tao muito bem no mercado, e nao acho que estejam lutando para “sobreviver”, eu pra ser sincero nao imaginava que a Oly fosse tao longe, colocou a seu conceito no mercado e hj ta se saindo muuuito bem.

a Pana ta indo na onda da Oly colocando maquinas no mercado de ponta e com lentes Leica, ela ta nesse mercado sem necessidade mas fazendo as coisas bem feitas.

a Nikon nao posso falar nada, mas ela tbm nao ta lutando pra sobreviver, tem seu usuarios cativos por suas qualidades e muitos nao trocam por nada nesse mundo(inclusive meu pai)

uma que poderiamos citar a Pentax, essa sim acho que esta lutando pra nao ir pro saco, tanto que foi em parte adquirida pela samsung.

a sony se jogou de cabeça e tem ganhado uma fatia muito grande de consumidores, ja que pelos preços que cobra e o marketing que faz ta se saindo bem, e acho que tbm nao esta lutando pra nao morrer.

a Leica é tradiçao, mas nesse mundo digital ainda nao mostrou pra que veio, vamos ver se agora vai. mesmo assim acho que Leica sempre será o sonho de consumo da maioria dos fotografos do mundo, nao é? :smiley:

Desculpem se eu falar alguma impropriedade, mas sou novato mesmo em fotografia. Pelas minhas contas, esta S2 apresentaria uma densidade de cerca de 280 MPx/cm2 (muito). Como pode ser uma camara de performance tão superior?