MInha experiência com a D7000

Depois de muitos anos, finalmente experimentando uma Nikon “de verdade” - isso porque andei uns meses com um kit da D3100, mas andava às voltas Sony A7 e mal olhei para a pequena.

Desde o início senti a sedução do lado negro, mas a vida nunca me deixou ter uma. Na primeira DSLR, pensava numa D50 (com seu DR “mítico”, na época), mas fui pelo bolso e acabei com uma 350D; mais tarde, mesmo pensando na D80, peguei uma 30D e daí para 60D, 5D e 6D até me desfazer de tudo. Numa temporada fora, experimentei uma Fuji X100 e migrei para as Sony (a6000 e a7). Em um momento tinha as três e mais a D3100 que, claro, nesse contexto, não teve chance.

Há uns dois meses, convenci minha irmã, que tinha uma Nex3, a pegar a D7000 + Tamron 17-50mm 2.8 que um amigo estava vendendo barato. Ela se empolgou mas logo detestou o peso e o trambolho e, para o uso dela, voltou para a sonyzinha… Resultado, me encarregou de “achar dono” para a Nikon.

Ela por aqui, estou usando enquanto não vendo, às vezes pensando em manter e… enfim, estas são minhas impressões.

Peso, tamanho, ergonomia
Antes de começar, vou lembrar que há dois anos não usava DSLR e o tamanho e peso me impressionaram MESMO. Repetindo o chavão: o equipamento é um tanque. Sério. São quase 780g só o corpo (com bateria). Chegou com a 17-50mm 2.8 VC (570g) montada, um tijolo de 1,5Kg. Isso fica mais evidente em comparação com a FF da Sony (416g) e a Fuji X-E2 (349g) que tenho aqui.
Para mim tamanho e peso são negativos. Para MIM. Entendo que câmera grande é algo que muita gente curte, favorece a pegada e a manipulação dos controles - aliás, os controles são abundantes e há acessos diretos para quase tudo. Não me entendi muito bem com a localização dos botões. Deve ser hábito, mas a posição do ISO, por exemplo, me parece péssima por me obrigar a usar a mão esquerda para um comando tão básico.
Nikon & Fuji by Fernando Maués, no Flickr

Responsividade e foco
A câmera responde a qualquer comando de forma instantânea. Excelente isso.
O foco, mesmo com as lentes third part, é muito decente - com a 17-50mm 2.8 sem VC um pouco mais rápido que com a VC, ambas barulhentas. Com as duas lentes foi bastante preciso, mesmo em condições de luz mais complicadas. Tive que ajustar o foco das duas lentes para menos (uma -8, outra -11), mas ficou ok.
Os pontos de foco são bem sensíveis e os botões para escolhê-los e mudar configurações bastante efetivos.
O único senão é que os pontos são muito centralizados, na minha percepção.

Qualidade de imagem
A QI da D7000 é bastante conhecida e consagrada. Como sabem, o sensor é o que chamam agora de ISOLess e acompanha de perto os da D7100 e da Sony a6000 em todos os aspectos.
Como questões de nitidez, contraste, etc dependem muito do vidro e não tenho muita coisa para testar, o que me impressionou mesmo foi a recuperação de sombras de que o povo tanto fala. É real. E não sei o que faz a Nikon que tal característica é melhor que nas Sony que usam sensores análogos.

Em resumo, é uma excelente APS-C, capaz de imagens que não deixam a dever nada ao que há de mais atual no mercado e com recursos que satisfazem qualquer fotógrafo, profissional ou hobbysta. No kit com a 17-50mm 2.8 fica ultra versátil e dá conta de quase tudo com qualidade. Assim, poderia ficar só com isso, um flash e mais nada e estaria bem servido, inclusive para me preocupar em fotografar sem neuras de equipamento, mas…

O “mas” é: apesar de ser uma ótima câmera, para o MEU uso, não há nada que ela faça (ou facilite fazer, pelos atalhos, botões, ergonomia, responsividade, foco, recursos) que minha a6000 não fizesse tão bem quanto, ou que a X-E2 não faça. E isso com uma fração do peso e volume e chamando muito menos atenção. Acostumei tanto com as pequenininhas que não consigo mais carregar um tanque - nem tenho necessidade -, ainda mais APS-C. Fora isso, as mirrorless me permitem usar vidro antigo, excelente e barato de maneira muito eficiente, o que me interessa em todos os aspectos.

PS1. Entendo perfeitamente que quem faz trabalho profissional constantemente, que precisa de agilidade e confiança em serviços de assistência e compra e venda de acessórios, não tem como fugir de Canon e Nikon por aqui, pelo Pindorama. Aí o jeito é mesmo acostumar com o peso e ir adiante.

PS2. O que se lê aqui são MINHAS impressões, baseadas no meu uso, meus interesses e maneira de fotografar, não a verdade.

E olha que a D7000 neste ponto perde longe para a D7100. Esse fator na D7100 é assombroso.

Exatamente. Já usei Nikon (D40 e D90), depois migrei pra X-E2. Pra quem fotografa por hobby, uma boa escolha. Mas pra quem faz da foto profissão, que exige velocidade, etc., acho que as ML ainda não estão lá.

Uso a D7000 para hobby há quatro anos, foi a minha primeira DSLR. Junto com a câmera acabei comprando a Tamron 17-50 VC no lugar da lente do kit. Aprendi o pouco que sei de fotografia com ela e gosto muito da câmera, ainda não senti necessidade de upgrade.

Uma coisa que percebi ao longo do tempo é que os resultados são mais fáceis, principalmente em relação a foco e cores, com lentes Nikkor. Gosto muito da Tamron e da Tokina, mas não sei porque o AWB funciona muito melhor quando uso as lentes da Nikon. Com as demais, tem que rolar um pouco mais de trabalho na pós.

A questão do peso não me incomoda talvez por não ter tido experiência com uma mirrorless ainda. Mas, ultimamente estou considerando algo mais leve para viagens e para não intimidar muito as pessoas.

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Fernando, muito bom seu relato e suas impressões. Nada como pegar o equipamento na mão e utilizá-lo de forma efetiva, para poder relatar impressões pessoais sobre o mesmo.

Eu conheço bem o que você relata porque também tenho uma D7000 com alguns bons vidros, como a 35mm f/1.8G, 70-200mm f/4 ambas Nikkor, além de uma 18-200mm também Nikkor que me atende bem em ocasiões diversas como hobbysta que sou.

Há dois anos fiz uma longa viagem para Emirados, China e Japão. Sabe o que eu levei? Minha Sonyzinha RX-100 e nada mais. Visitei lugares absolutamente maravilhosos. Se eu tivesse com a parafernália toda eu teria conseguido imagens melhores? SIM! Se eu me arrependo de ter levado só a pequena notável que cabia no bolso da minha calça jeans o tempo todo? NÃO!

Cada um é cada um e eu neste aspecto concordo contigo. Acho mais provável que um hobbysta, a não ser que seja SÉRIO demais com seu hobby, vai preferir o conforto e segurança em detrimento de imagens absurdas.

Felipe, minha experiência com a a7 e a X-E2 se limita a lentes manuais, pelo que é impossível opinar, mas a responsividade e velocidade do foco da a6000 não deviam nada a 60D, 6D ou D7000 - e ainda tinha os pontos de foco mais bem espalhados no quadro. Acho que em outros países é bem possível trabalhas com mirroless já. Imagino a maravilha que seria fazer social com as a7s e umas primes.
Quando falei de velocidade me referia mais a assistência (a da Sony é um lixo, pior que da Canikon, que já não são boas) e disponibilidade de acessórios, mara comprar ou emprestar.

Isso mesmo, Diógenes. E olha que estavas com um sensor de 1". Imagina com os APS-C de Sony ou Fuji, creio que verias pouca diferença pra D7000.

Abs

Na verdade já tem muita gente no Brasil mesmo trabalhando com Mirrorless, acabei conhecendo alguns trabalhos na minha peregrinação por equipamentos mais leves pois assim como você, gosto de equipamentos discretos e leves.

Vendo a XPro 2 percebe-se que poucas áreas ainda dependem de um equipamento dedicado que seja grande. Mas cada vez menos.

Fernando, obrigado por compartilhar. Duas perguntas: já voltou do Canadá? Já se decidiu com qual sistema irá ficar?

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Voltei sim, há quase uma ano.

Rapaz, ainda lá fiz duas tabelas para tentar decidir. Uma pensando nos preços para montar sistemas FF Canon (6D), NIkon (D600/610) e Sony (a7), com primes e uma ou outra zoom, tudo equivalente. Na outra, com dados técnicos das lentes, para tentar ter uma noção de diferenças de qualidade. No fim, em termos de custo, a Canikon se equivaliam - uma lente mais cara aqui, compensava uma mais barata ali. Com as lentes modernas, a Sony ficava uns 25, 35% mais cara, principalmente porque, na época, não havia versões mais populares que existem agora de lentes como a 50mm ou a 24mm. No entanto, como é muito fácil usar lentes manuais com ela, a escolha das lentes “legacy” fazia do sistema uma pechincha e acabei optando por ele.
Observação: no meio do caminho tive uma D3100 (kit) e uma X100 e nenhuma delas fazia frente à a6000.

Então voltei com a a7 e a lente do kit, a a6000 (mais lente do kit, uma Sigma 60mm, depois uma E 50mm 1.8) e um monte de lentes manuais.
Acabei vendendo todas as lentes automáticas e, de bobeira (muita bobeira :aua:) vendendo a a6000, que era a câmera perfeita para o MEU dia a dia (cabia no bolso, não chamava atenção, baita qualidade) e conservo a a7 e algumas lentes manuais.

No momento há algumas dúvidas e certezas. Primeiro a estas: carregar DSLR pesada não é mais para mim. Reconheço vantagens e qualidades, mas não ME servem, muito menos se for APS-C; 4/3 tampouco para mim, a qualidade de imagem x preço não me atrai. Só voltaria para Canon ou Nikon se voltasse a fazer fotos profissionalmente num ritmo intenso, em que dependesse de assistência mais rápida e diversa, ter acesso imediato a acessórios. Mas isso nem está no horizonte. Para trabalhos eventuais, posso manter qualquer sistema.

Antes de quietar (espero!!!), só quero experimentar os XTrans da Fuji. Peguei agora um X-E2 que é a coisa mais linda, pequena e leve (com muito mais cara de câmera que a a6000 :assobi:), mas não tive tempo de trazer lente para ela, pelo que não pude usar realmente, exceto com lentes manuais - e, nesse aspecto, me parece que o magnify das Sony funciona melhor para focar (ou estou mais acostumado, sei lá).
Como vou outra vez para os esteites agora em setembro o que vou fazer, provavelmente, é: vender a a7 e comprar uma a7s (primeira versão mesmo) para ser minha FF; trazer uma a6000 e alguma Fuji (X-E2, X-T10, X-T1? depende do que encontrar por bom preço) com uma ou duas lentes e adaptadores. Aí experimento e decido o que APS-C me convém mais. Arrisca eu acabar só com a a6000 (ou com a Fuji), esquecer de equipamento e me preocupar em fazer fotos, arrisca…

Abração, Thales

Muito legal esse seu relato, eu estou passando por algo similar. Ainda não comprei uma Fuji pra testar, mas hoje tenho uma D5500 que ADORO pela relação de custo, desempenho, peso, tamanho e acesso a lentes.

Comprei recentemente uma A6000 após a frustração de vender a NEX F3 (um erro cometido, bela câmera).

Estou adorando a A6000, dizem que a A6300 é ainda melhor e com algumas lentes até FF com um bom custo como a Touit 12mm, FE 28 1.8 e outras da sigma dá pra fazer muita coisa boa…

Então no momento eu uso a Sony e a Nikon, mas olhando com carinho pras Fujis pela maior variedade de lentes em nosso País.

Se puder nos manter informados sobre suas escolhas e os motivos eu agradeço imensamente.

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Bacana pelo relato.

O que acham de eu deixar esse tópico indexado aqui: Sumário/Links para tópicos Câmeras Nikon? Só que para isso precisaria ter mais informações da câmera, relatos, etc… do Fernando ou de outros usuários.