Pilo, a pilha AA que dura para sempre e é recarregada em três segundos

Alguém se arrisca? Já tem até pré-venda… :slight_smile:

Site oficial da pilha: http://www.pilo.cool/

As clássicas pilhas AA estão cada vez mais raras em nossos aparelhos cotidianos, mas há quem use dispositivos que ainda apostam nessas boas e velhas fontes de energia. Mas e a paciência para comprar novas ou colocá-las para recarregar a todo momento?

É pensando nesse público contemporâneo que surge Pilo, uma pilha AA que “dura para sempre”, é sustentável (não utiliza químicos perigosos na composição) e nem sai tão caro assim — apenas US$ 10, cerca de R$ 22. Trata-se de um valor maior que as concorrentes, mas diferenciais que não existem nas concorrentes.

Será que funciona mesmo?

A Pilo é até cem vezes mais durável que pilhas comuns e tem um método bem esquisito de recarga: você precisa sacudir o objeto por três segundos para que a energia cinética produzida pelo movimento seja convertida em eletricidade. Valores exatos e o detalhamento da tecnologia, entretanto, não foram revelados pela fabricante.

De acordo com o CEO da startup francesa, Nicolas Toper, a Pilo é mais indicada para dispositivos que precisam estar sempre com alguma energia, como controle-remoto e controles de video game, não sendo recomendáveis para uso intenso, como relógios ou lâmpadas, por exemplo.

Por enquanto, os protótipos já estão finalizados e testados e o processo de pré-venda começou, com os envios começando em outubro de 2014. Você pode comprar uma unidade por este link.


FONTE(S)PiloRude Baguette, tecmundo.com.br

O pessoal da Obsolescência Programada vai querer matar esse cara… :smiley:

Não existe mágica. A capacidade em mAh deve ser bem baixa, bem como a taxa de descarga possível.

Na realidade, no site diz que é ideal para produtos “with intermittent energy needs. e.g. remote control” que poderia ser traduzido para produtos que necessitam de energia de forma intermitente e não dispositivos que precisam estar sempre com alguma energia.

Deve ter alguma restrição em relação à descarga continua de energia. Mesmo assim, se for realmente verdade, é algo muito interessante. Nós somos ávidos consumidores de pilhas e baterias em função de flash’s e outros eletrônicos, mas um tipo de pilha “limpa”, mesmo fosse aplicável apenas em aparelhos como controles remotos, já seria uma grande ajuda.

Bacana e é possível.
Eu ja tinha lido sobre esta tecnologia, inclusive já até passou no fantástico, onde pessoas andavam sobre calçadas especiais, que possuíam esta conversão de energia cinética para elétrica.
Similar a isto: Britânico cria tapete que gera energia elétrica com a força de pisadas - eCycle

Existem muitas coisas bacanas em geração alternativa de energia o grande problema é atrair investidores, pois o que é ecologicamente correto não é comercialmente correto.

Existem grandes impérios que não deixam estas tecnologias entrar em produção em larga escala.

Já existe até carro movido a ar… água…

Isso me lembrou deste projeto, que apesar de bastante antigo é ainda referência.

A cada flash uma sacudida

Perguntei para eles se era possivel usar as “Pilo” em flash, olha a resposta… Soa até meio irônico.

[i]You would need to shake the Pilo for 50-100 s per flash. Would that work out for you? (We did back of the envelope calculations so it's roughly right but we're really not sure)[/i]

Quanto a capacidade em mAh:

Por enquanto, com essa quantidade de mAh, só para controles remotos e gadgets que não necessitem de muita carga
ou carga constante. Mas é um bom começo.

http://memecrunch.com/meme/3WFA/suspeitei-desde-o-principio/image.png

Teorias de conspiração. Carro a ar ou a água? Qual o princípio?

Se substituir todas as pilhas de controle remoto, já tá bom!

Imagina colocar uma dessa no mp3 que a pessoa usa na corrida. Energia infinita! hahaha

Não é teoria da conspiração e sim realidade.
O que move o mundo é o dinheiro e para uma tecnologia substituir outra não basta apenas ser possível fazer e sim viável, o que significa ou não mexer no queijo do império, ou criar meios de agregar isto ao império.

É óbvio e nada reprovável que algo precise ser viável para que seja amplamente adotado.

Se o gerente do banco oferecer um investimento em um fundo que dá uma rentabilidade de -0,1% ao mês, quantos clientes será que ele consegue?

Quanto a carro movido a ar ou água, isso é balela. Até dá para fazer um carro movido a ar comprimido, mas não tem nenhuma vantagem. Aliás eu já tive um, o Autocross, da Estrela…

Movido a água, só se for nuclear, mas 2015 está logo aí e por enquanto nem sinal do Mr. Fusion.

Se estão falando do carro movido a ar feito na França ele é ecologicamente corretamente pero no mucho. Para encher o tanque de ar dele é necessário energia elétrica, que na maioria dos casos não é uma energia “limpa” (nem barata)

Na verdade o carro não é movido “a água”, mas sim a hidrogênio, obtido por eletrólise, o que acaba não sendo eficiente. Em 2006 resolveram o problema, mas mais uma vez, não se ouviu mais falar do assunto :slight_smile:

Mais uma complexa operação de cachorro correndo atrás do rabo só pra dizer que o carro é “movido” a água.

O motor do carro é movido a hidrogênio, que é extraído da água usando boro, que depois precisa ser reciclado usando… eletricidade! Enquanto isso já tem um monte de carro elétrico rodando lá na Califórnia.

A palavra chave é eficiência. Quanto hidrogênio poderia ser extraído por uma quantidade X de boro? Quanta eletricidade seria necessária para reciclá-lo? Não faço a menor idéia. Pode até ser que valha a pena.

O problema maior é que qualquer sistema desse tipo que venha a ser viável e eficiente, atrairá automaticamente a atenção da “turma” do petróleo, que tratará de abafar o assunto.

Motores a combustão interna utilizando derivados de petróleo funcionam mais ou menos da mesma maneira a mais de um século. O primeiro motor de ciclo Otto foi construído em 1876. De lá para cá inseriu-se a eletrônica, mas o processo em sua essência é o mesmo.

Não sou adepto de teorias de conspiração, mas também acho impossível que em 130 anos ninguém tenha inventado algo diferente, seja a nível de processo, seja a nível de combustíveis alternativos.

Veja bem, vou falar com certa propriedade, com base no que me lembro da faculdade de engenharia mecânica.

As petroleiras não tem como impedir nenhum tipo de desenvolvimento dentro das universidades. Podem no máximo não custear pesquisas, mas há muitas outras entidades que tem interesse nisso.

O fato de a gasolina ser utilizada há tanto tempo tem duas explicações. Uma econômica e bastante obvia: é uma alternativa bem barata. Claro que devido ao fator escala.

A segunda explicação é mais técnica. A quantidade de energia na gasolina é muito alta. 50 litros de gasolina pesam uns 45 quilos, e têm energia para rodar uns 600 km. Acabando o combustível, é possível encher o tanque em 5 min e sair rodando. Com os carros elétricos atuais, você tem uma autonomia bem menor, é demora várias horas para “encher o tanque”. Claro que isso talvez se resolva conforme as pesquisas forem avançando, mas é bom lembrar que os fabricantes de baterias gastam milhões em P&D e ainda temos celulares cuja carga dura um dia e levam uma hora para recarregar.

O motor de ciclo Otto foi inventado há mais de um século sim, e só não foi substituído até agora porque ninguém achou uma alternativa mais eficiente.

Algumas ideias alternativas:
Motor ciclo Diesel
Motor Wankel
Motor ciclo Brayton/Stirling
Célula de combustível

Nenhuma delas apresentou potencial para substituir o Otto. Mas engana-se quem pensa que a tecnologia evoluiu pouco. Combustíveis, materiais, eletrônica, processo de fabricação… Daria um mês de papo isso.

Mas pra terminar, pra quem disser que não há pesquisa forte de alternativas, é só lembrar que a NASA, com seu humilde orçamento, pesquisa células de combustível desde o século passado.

Onde houver uma ideia inovadora, há potencial para ganhos milionários. Um único setor não consegue impedir isso.

(PS. Não, as farmacêuticas não tem a cura do câncer escondida para ganhar dinheiro com o tratamento.)